sábado, 24 de outubro de 2009

Opinoes do Nosso Encontro.


O texto a seguir foi retirado do Portal Capoeira, grande veiculo de comunicacao sob a administracao do meu bom amigo professor Luciano Milani.
Foi com muito prazer que participei nos últimos dias 11, 12 e 13 de setembro, na bela cidade de Évora, na região do Alentejo em Portugal, de um encontro de capoeira muito peculiar e também muito especial. Não por caso, esse evento foi batizado de “Nosso Encontro” e chegou agora à sua décima edição.

São 10 anos de uma idéia que surgiu do Mestre Beija-Flor e tornada realidade através da competência e esforço do nosso querido Mestre Umoi, no qual mestres, contra-mestres, professores, alunos ou simplesmente “capoeiras” de Portugal e de vários países da Europa, se reúnem num local belíssimo, para se confraternizarem, trocarem idéias e experiências, jogar muita capoeira - de todos os estilos e matrizes - fazer samba e enfim, recarregar suas baterias para continuar na luta cotidiana pela preservação e valorização da capoeira, na qual todos ali estão firmemente envolvidos.

Évora é uma cidade muito antiga, com registros no século II D.C., provavelmente fundada pelos Celtas e depois conquistada pelos Romanos, que deixaram ali belíssimas marcas da sua civilização como o Templo de Diana, a Grande Muralha que protege a cidade ou o imponente Aqueduto. Posteriormente foi tomada pelos Mouros e depois reconquistada pelos Cristãos no século XII. A cidade tem algo de especial e logo na chegada, o visitante percebe uma certa “magia” no ar, o que levou o grande escritor português José Saramago a dizer que “…Evora é principalmente um estado de espírito, aquele estado de espírito que, ao longo da sua história, a fez defender quase sempre o lugar do passado sem negar ao presente”.

E é nesse belo e mágico lugar, que todos os anos acontece o “Nosso Encontro”, que além dos mestres que há muitos anos são responsáveis pela disseminação da capoeira em terras européias, teve como convidado especial o Mestre Plínio do Grupo “Angoleiros Sim Sinhô” de São Paulo, que fez uma palestra muito envolvente e esclarecedora, principalmente para os praticantes de outros estilos, sobre o universo da capoeira angola, suas tradições e peculiaridades. E demonstrou também suas habilidades de um bom sambista, entoando pérolas do Samba-de-Roda do Recôncavo Baiano, enquanto tocava o seu pandeiro, regado com aquela boa “espremidinha”, na qual tive o prazer de acompanhá-lo.

Encontros como esse, permitem um interessante diálogo e uma rica convivência entre os participantes, e mais do que isso, permite uma conscientização cada vez maior sobre a importância de se conhecer a capoeira com mais profundidade, de se respeitar sua diversidade, de compreender e valorizar as tradições dessa arte, sem ignorar as transformações pelas quais a capoeira também passa, pois capoeira é cultura e como tudo que é cultura, é dinâmico e se transforma constantemente. Por isso vale aqui lembrar novamente as sábias palavras de Saramago: “…defender o lugar do passado, sem negar o presente“.

Fica aí a sugestão: em 2010, vamos todos à Évora !!!

Coluna: "Crônicas da Capoeiragem" por Pedro Abib

Mais um envolvente texto da Coluna Crônicas da Capoeiragem, sob a tutela do nosso grande camarada e parceiro, Pedro Abib, enfocando histórias, casos, experiências, opiniões, críticas, enfim, um texto de uma lauda sobre o universo da capoeiragem.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009


Dez anos de camaradagem e capoeiragem sem fronteiras no Nosso Encontro.
Quem diria, Nilsao, que nossas caminhadas da Quadra 13 para a Quadra 1 e para o CDS da nossa linda Sobradinho, iriam nos fazer jogar capoeira alem das fronteiras internacionais, em Evora. Juntamente com Bene e Mario seguimos mantendo acesa a chama de uma capoeira herdada por grandes mestres como Cordeiro, Nenen, Leonan, Beto, Paulao, Mizael, Carlinho Cabeludo, Haroldo, Louro, Mao de Ouro, entre tantos...

Murah Soares, grande bailarino, profissional e um dos responsáveis pela animação extra-capoeira do Nosso Encontro.

Momento de grande expectativa para todos participantes do Nosso Encontro. Petchu o "anjo preto da dança".

Algodao Doce e Koala. Da Alemanha para Nosso Encontro...

Doce Poli, nossa administrativa. Mesmo sem jogar capoeira, Poli, voce se tornou uma das caras do Nosso Encontro. Sua versatilidade, atencao e envolvimento foram um diferencial nesses anos de muito trabalho, dedicacao e respeito por uma arte. Fica o obrigado de todos por seu trabalho, Poli.

Versatilidade da nossa arte. Hidrocapoeira, introduzida no Nosso Encontro pelo nosso querido mestre Alexandre Batata.
Diretamente da Alemanha para o enriquecimento cultural e visual do nosso encontro...

Nosso Encontro - Evora

Espaco privilegiado para reviver bons e memoraveis momentos de todas edicoes do Nosso Encontro, desde 2000 ate 2009, quando realizamos o decimo Nosso Encontro.
Envie suas sugestoes, fotos, cronicas, textos e serao publicados. Assim esse blog se torna "nosso espaco".
Grande abraco a todos participantes que nesses dez anos vem fazendo o sucesso do encontro de Evora.
Saudacoes capoeiristicas.
Umoi Souza